POESIA DE SÁBADO

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    O que existe, permanece em algum lugar. Pronto pra sair, explodir em milhares de pedaços espalhados pelo piso do salão, pelo espaço acima e pelos mistérios abaixo. Existe, e é o que basta. Silente esperando a sua hora e permanece vasto em seu lugar.

    Valdemar Neto Terceiro

    18 de outubro de 2025
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  • Reflexo ao palito de fósforo

    O outro lado da vida é um perímetro sem sentido. Nasce com o sol e espera o anoitecer, a vida não permite anti-horário. O tempo segue voluntarioso do destino de todos. E eu acendo um fósforo e deixo queimar até meus dedos decidirem que aquele pedaço de floresta seja habitante da sarjeta. Eu não minto,…

    Valdemar Neto Terceiro

    11 de outubro de 2025
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  • Canção para um dia cansado

    Eu arrumei as roupas, e desfiz as malas. Gritei que havia chegado há muito tempo, neste lugar. Eu quis tomar um banho e ver o noticiário, de certa forma, permiti que tudo estivesse no lugar. Eu esqueci seu nome, sua data de aniversário ou a cor dos seus olhos. Eu esqueci completamente do que foi…

    Valdemar Neto Terceiro

    4 de outubro de 2025
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  • Rhino

    Passei a vida toda correndo atrás do que nunca foi prometido. Ergui um império de certezas sobre um escombro de esperança. O que não deixei de ter. Fui ao encontro do divino e me prometi menos pecador nas noites de ressaca e solidão.  Sou eu pelo deserto, esperando uma guerra impossível, um traço qualquer de…

    Valdemar Neto Terceiro

    28 de setembro de 2025
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  • A rua

    A gente costumava brincar na rua, era um espaço do mundo infinito, calçadas ilimitadas, árvores eram um céu. Os pés tocavam as pedras toscas da rua e a rua ia até lá embaixo perto da estação. E a gente corria até a beira do infinito como quem foge do destino a bola rolava, alguns se…

    Valdemar Neto Terceiro

    21 de setembro de 2025
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  • Demiurgo

    Comecei a escrever sozinho debaixo de meus turbulentos olhares de mim mesmo. E quando vi, a poesia era em suma um que fazer extraordinário para as dores subjetivas de minhas noites em claro, meus dias fechados. Escrever liberta o que quer que seja dentro de um poeta-universo.

    Valdemar Neto Terceiro

    14 de setembro de 2025
    Sem categoria
  • Existência

    Do começo ao fim, eu quero tudo. Tudo de silêncio, barulho qualquer coisa nobre, anônima. Tudo de todo o universo exceto o que é dito facilmente. Eu quero o orgasmo das estrelas e o princípio da vida. O andar remoto de um T-Rex ou as dúvidas de Descartes. E tudo isso em uma dimensão que…

    Valdemar Neto Terceiro

    7 de setembro de 2025
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  • Todo sim

    Todo sim é um começo, quando não, um recomeço. Quantas palavras cabem em três letras, quantas letras cabem em um sim. Sim! Exclamação e afirmação, poesia feita de decisão. Todo sim é uma bruta flor que aparada pelo vento se torna mensagem ao mundo. Mensagem pelo céu azul cabisbaixo das grandes cidades, ou a nuvem…

    Valdemar Neto Terceiro

    31 de agosto de 2025
    Sem categoria
  • De passagem

    Os passageiros do ônibus,de tantas vidas,tantos entrecruzamentos.Criamos um comunidade asfálticasingular, na qual somos conhecidosde menor grau, apenas relevantesentre uma parada e outra.Um café e outro, uma dose de conversa,uma confissão abrupta e silenciosa,ou o estalar de um beijo de lábiosque se pertencem, pelo menos,até a próxima rodoviária.Somos levados pela estrada,um caminho literal escolhidopor nós mesmos…

    Valdemar Neto Terceiro

    24 de agosto de 2025
    Sem categoria
  • Love song

    Eu te amo feito uma canção que tenta guerra contra todo o silêncio desse mundo caótico. Eu te amo de forma sublime entre o vácuo do universo e o brilho incompreensível de uma supernova. Eu te amo feito a noite que contempla o mistério do real sob a tutela dos nossos sonhos. Eu te amo…

    Valdemar Neto Terceiro

    17 de agosto de 2025
    Sem categoria
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