A gente costumava brincar na rua,
era um espaço do mundo infinito,
calçadas ilimitadas, árvores eram um céu.
Os pés tocavam as pedras toscas da rua
e a rua ia até lá embaixo perto da estação.
E a gente corria até a beira do infinito
como quem foge do destino
a bola rolava, alguns se escondiam
aqueles que nada faziam a não ser
esquentar os bancos do meio-fio.
O tempo passou e a rua ainda é infinita
era onde costumávamos brincar.