Soneto Caótico

Não me venham, por favor

Querer-me ser do jeito

Que embrenham-me a cabeça,

Solitário amiúde, necessitado.

Eu sou silêncio, dor, dúvida

Ou tudo e nada, cadafalso

Introspecto vidente de não sei

Acompanhante do céu em prece.

Eu não quero escrever o ódio

Nem torcer o pano de lágrimas

Do poeta que não sente nada.

O mundo gira calado na imensidão

Sob o olhar tenaz e sábio

De uma lua que não se sabe.

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