Minha alma evoca o universo
e deixo para depois o que sem segue.
Ando por vagalumes noturnos e
provo a verdade da seiva das árvores.
O mundo é uma vertigem,
e eu caio por todos os séculos.
Nada mais faz sentido sem o poema.
Eu não sei mais viver sem o poema,
após ele, só há o silêncio; antes dele, o nada,
e o sagrado estava certo, o que seria santo.
Mas hoje, eu caminho pela noite,
meu universo evoca a alma,
e por todos os dias que vivo
o poema é a única razão.