Não me aperfeiçoem a vida,
nem me busquem verdades que não existem.
Eu sigo, todavia, do jeito de que me veem;
– introspecto, instransponível.
Eu, hoje, acordei com o gosto da vida
nos meus lábios; a noite em claro
na verdade, não dormi o sono dos homens,
mas acordei, enfim, o despertar dos justos
– ainda me amo, de fato, ainda me busco.
A filosofia da minha vida é que a batalha
do meu cotidiano é o meu verdadeiro lar.
As coisas não exigem explicações maiores;
tudo gira em torno da faceta robusta
da ignorância;
O que seria de mim sem a poesia?
Eu encerro o meu dia como eu comecei:
desperto.
Eu continuo a noite como quem busca
na escuridão, as respostas que não existem.
Não me aperfeiçoem! Repito, me deixe de lado.
Sou eu aquele que não estar nem aí
para as perguntas que vocês fazem
quando a noite não enreda respostas.