E antes de tudo, havia o suspiro
que foi dado por primeiro na escuridão
e no medo da solidão.
Alguém olhou o vazio e pensou
no quanto o vácuo era, em suma,
um espetáculo do silêncio
e uma dor profunda sobre a existência.
Não havia um vocábulo chamado vida
nem sequer a ideia de estar vivo.
Os brilhos da noite e a luz da manhã não
eram nem ideias, nem fundamentos.
E tudo aquilo foi visto:
havia, apenas, ausência e foi visto
que não era bom.
E a voz foi ouvida:
era o verbo.